domingo, 27 de setembro de 2009

A Moreninha - Tom Zé

Lá perto de casa
tinha uma moreninha
que toda a tardezinha
ia com a lata
na fonte buscar água.

Morena, moreninha
um dia não passou.
Morena, moreninha
que caminho te levou?

Perguntei pela moreninha,
os passos da moreninha
o caminho que andou.
Insisti, com muita espera,
toda a tarde na janela,
moreninha não passou.
Nunca mais passou.

Toda a tarde
tá faltando uma lata d'água lá na fonte.
Toda a tarde
tá faltando uma lata d'água subindo a rua.

Tempo comeu tempo
anoitou, dia-diou, BIS
vento soprou vento
e o verão desinvernou.

Era tão doce o riso
da moreninha que eu sou cantor
era tão doce o riso
que a moreninha desencantou.
E este tempo de hoje em dia
que te deu assim ao tempo
não teve tempo pra ver
que era tempo de te olhar.

E de novo
tempo tempou, dia-diou,
verão desinvernou
porta de igreja quem terminou
dentro, quem começou.


Por: Gabriela Pires

A Moreninha - Tom Zé

Lá perto de casa
tinha uma moreninha
que toda a tardezinha
ia com a lata
na fonte buscar água.

Morena, moreninha
um dia não passou.
Morena, moreninha
que caminho te levou?

Perguntei pela moreninha,
os passos da moreninha
o caminho que andou.
Insisti, com muita espera,
toda a tarde na janela,
moreninha não passou.
Nunca mais passou.

Toda a tarde
tá faltando uma lata d'água lá na fonte.
Toda a tarde
tá faltando uma lata d'água subindo a rua.

Tempo comeu tempo
anoitou, dia-diou, BIS
vento soprou vento
e o verão desinvernou.

Era tão doce o riso
da moreninha que eu sou cantor
era tão doce o riso
que a moreninha desencantou.
E este tempo de hoje em dia
que te deu assim ao tempo
não teve tempo pra ver
que era tempo de te olhar.

E de novo
tempo tempou, dia-diou,
verão desinvernou
porta de igreja quem terminou
dentro, quem começou.


Por: Gabriela Pires

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Soy loco por ti america

(Gilberto Gil e Capinan)

Soy loco por ti, América
Yo voy traer una mujer playera
Que su nombre sea Marti
Que su nombre sea Marti
Soy loco por ti de amores
Tenga como colores la espuma blanca
de Latinoamérica
Y el cielo como bandera
Y el cielo como bandera

Soy loco por ti, América
Soy loco por ti de amores

Sorriso de quase nuvem
Os rios, canções, o medo
O corpo cheio de estrelas
Soy loco por ti de amores
Como se chama a amante
Desse país sem nome, esse tango,
esse rancho, esse povo, dizei-me, arde
O fogo de conhecê-la
O fogo de conhecê-la

Soy loco por ti, América
Soy loco por ti de amores

El nombre del hombre muerto
Ya no se puede decirlo, quién sabe?
Antes que o dia arrebente
Antes que o dia arrebente
El nombre del hombre muerto
Antes que a definitiva noite se espalhe
em Latinoamérica
El nome del hombre es pueblo
El nome del hombre es pueblo

Soy loco por ti, América
Soy loco por ti de amores

Espero a manhã que cante
El nombre del hombre muerto
Não sejam palavras tristes
Soy loco por ti de amores
Um poema ainda existe
Com palmeiras, com trincheiras, canções
de guerra, quem sabe canções do mar
Ai, hasta te comover
Ai, hasta te comover

Soy loco por ti, América
Soy loco por ti de amores

Estou aqui de passagem
Sei que adiante um dia vou morrer
De susto, de bala ou vício
De susto, de bala ou vício
Num precipício de luzes
Entre saudades, soluços, eu vou morrer
de bruços nos braços, nos olhos
Nos braços de uma mulher
Nos braços de uma mulher

Mais apaixonado ainda
Dentro dos braços da camponesa,
guerrilheira, manequim, ai de mim
Nos braços de quem me queira
Nos braços de quem me queira

Soy loco por ti, América
Soy loco por ti de amores

Postado por: Leonardo M. de Souza

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Tropicália

O Tropicalismo foi um movimento de ruptura que sacudiu o ambiente da música popular e da cultura brasileira entre 1967 e 1968. Seus destaques foram os cantores-compositores Caetano Veloso e Gilberto Gil, além das participações da cantora Gal Costa e do cantor-compositor Tom Zé, da banda Mutantes, e do maestro Rogério Duprat.
Os tropicalistas deram um histórico passo à frente no meio musical brasileiro. A música brasileira pós-Bossa Nova e a definição da “qualidade musical” no País estavam cada vez mais dominadas pelas posições tradicionais ou nacionalistas de movimentos ligados à esquerda. Contra essas tendências, o grupo baiano e seus colaboradores procuram universalizar
a linguagem da MPB, incorporando elementos da cultura jovem mundial, como o rock, a psicodélica e a guitarra elétrica.
Ao mesmo tempo, sintonizaram a eletricidade com as informações da vanguarda erudita por meio dos inovadores arranjos de maestros como Rogério Duprat, Júlio Medaglia
e Damiano Cozzela. Ao unir o popular, o pop e o experimentalismo estético, as idéias tropicalistas acabaram impulsionando a modernização não só da música, mas da própria cultura nacional.
Seguindo a melhor das tradições dos grandes compositores da Bossa Nova e incorporando novas informações e referências de seu tempo, o Tropicalismo renovou radicalmente a letra de música. Letristas e poetas, Torquato Neto e Capinan compuseram com Gilberto Gil e Caetano Veloso trabalhos cuja complexidade e qualidade foram marcantes para diferentes gerações. Os diálogos com obras literárias como as de Oswald de Andrade ou dos poetas concretistas elevaram algumas composições tropicalistas ao status de poesia. Suas canções compunham um quadro crítico e complexo do País – uma conjunção
do Brasil arcaico e suas tradições, do Brasil moderno
e sua cultura de massa e até de um Brasil futurista,
com astronautas e discos voadores. Elas sofisticaram
o repertório de nossa música popular, instaurando
em discos comerciais procedimentos e questões até então associados apenas ao campo das vanguardas conceituais.
Discos antológicos foram produzidos, como a obra coletiva Tropicália ou Panis et Circensis e os primeiros discos de Caetano Veloso e Gilberto Gil. Nesses discos, se registrariam vários clássicos, como a “Geléia Geral” (Gil e Torquato). A televisão foi outro meio fundamental de atuação do grupo – principalmente os festivais de música popular da época. A eclosão do movimento deu-se com as ruidosas apresentações, em arranjos eletrificados, da marcha “Alegria, alegria”, de Caetano, e da cantiga de capoeira “Domingo no parque”, de Gilberto Gil, no III Festival de MPB da TV Record, em 1967.
O movimento, libertário por excelência, durou pouco mais de um ano e acabou reprimido pelo governo militar. Seu fim começou com a prisão de Gil e Caetano, em dezembro de 1968. A cultura do País, porém, já estava marcada para sempre pela descoberta da modernidade e dos trópicos.

Por: Ravena Martins

domingo, 23 de agosto de 2009

Gilberto Gil recorre à lei Rouanet para shows e produção de DVD

O ex-ministro Gilberto Gil teve um projeto aprovado pela lei Rouanet para realização de dois shows que serão utilizados na produção de um DVD.

As informações são da Folha de S. Paulo, em matéria publicada nesta sexta-feira (21/8) pela jornalista Ana Paula Sousa.

A lei Rouanet permite o financiamento de projetos culturais a partir da renúncia fiscal de empresas e tem gerado polêmica por ser um mecanismo de incentivo público que tem sido utilizado por artistas que seriam "viáveis comercialmente".
O ministro da Cultura Juca Ferreira falou que o incentivo é para artistas "consagrados e não consagrados" e que seria "discriminatório" não aprovar o projeto de Gil, que foi analisado como todos os outros projetos.

Recentemente, para realização da turne do álbum "Zii e Zie", a produtora de Caetano Veloso também obteve financiamento aprovado pela lei Rouanet.

Por: Eduardo Rodrigues

sábado, 22 de agosto de 2009

O Rio de Janeiro
Continua lindo
O Rio de Janeiro
Continua sendoO
Rio de Janeiro
Fevereiro e março...

Alô, alô, Realengo
Aquele Abraço!
Alô torcida do Flamengo
Aquele abraço!...(2x)

Chacrinha continua
Balançando a pança
E buzinando a moça
E comandando a massa
E continua dando
As ordens no terreiro...

Alô, alô, seu Chacrinha
Velho guerreiro
Alô, alô, Terezinha
Rio de Janeiro
Alô, alô, seu Chacrinha
Velho palhaço
Alô, alô, Terezinha
Aquele Abraço!...

Alô moça da favela
Aquele Abraço!
Todo mundo da Portela
Aquele Abraço!
Todo mês de fevereiro
Aquele passo!
Alô Banda de Ipanema
Aquele Abraço!...

Meu caminho pelo mundo
Eu mesmo traço
A Bahia já me deu
Régua e compasso
Quem sabe de mim sou eu
Aquele Abraço!
Prá você que meu esqueceu
Ruuummm!
Aquele Abraço!
Alô Rio de Janeiro
Aquele Abraço!
Todo o povo brasileiro
Aquele Abraço!...
[...]



Poderemos dizer que este artista, ao mesmo tempo que é singular tem uma infinita pluralidade. Fez historia na musica brasileira, inovou, criou e reinventou diversos estilos. A cada ano que passa Gilberto Passos Gil Moreira fica mais refinado. Aquele abraço tem um tom saudosista e ao mesmo tempo de protesto... quando ele diz "... a bahia já me deu régua e compasso... quem sabe de mim sou eu..." Uma ode ao universo brasileiro ... com poema de encher os olhos de qualquer carioca.. Nunca um baiano cantou tão bem este Rio de Janeiro. Esta composiçao foi escrita em um periodo de revoluçao, quando nao se podia falar e a censura tapava os olhos e ouvidos do brasileiro. Valeu Gil.. porque vc sabe navegar por este brasil de uma forma inigualavel. Acredito que o povo brasileiro ainda volte a escutar musicas de qualidade.

postado por:Selma Villarim

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Gilberto Gil tem um papel fundamental no processo constante de modernização da Musica Popular Brasileira. Na cena há 46 anos, ele tem desenvolvido uma das mais relevantes e reconhecidas carreiras como cantor, compositor e guitarrista.
Gilberto Gil tem tido seus álbuns lançados mundo a fora, desde 1978, o ano do sucesso de sua performance no "Montreux Jazz Festival", na Suíça , gravado ao vivo.
Todo ano ele viaja em excursão para a Europa, Américas e Oriente com sua música contagiante, com forte tendência rítmica e riqueza melódica, em uma mistura assim como é a mistura de povos.

Ritmos do nordeste do Brasil como: o baião, samba e bossa-nova, foram fundamentais na sua formação. Usando essas influências como um ponto inicial, Gil formulou sua própria música, incorporando rock, reggae, funk e ritmos da Bahia, como o afoxé.
A obra musical de Gilberto Gil abrange uma ampla dimensão e variedade de ritmos e questões em suas composições, pertinentes a realidade e a modernidade; da desigualdade social às questões raciais, da cultura Africana à Oriental, da ciência à religião, entre muitos outros temas. A abrangência e profundidade nos diferentes temas de sua obra musical, são qualidades específicas deste artista, fazendo de Gilberto Gil, um dos melhores e mais importantes compositores musicais brasileiros.

A importância de Gilberto Gil na cultura de seu país vem desde os anos 60, quando ele e Caetano Veloso criaram o Tropicalismo. Radicalmente inovativo no cenário musical, o movimento assimilou a cultura pop aos gêneros nacionais; profundamente crítica nos níveis políticos e morais, o tropicalismo finalizou sendo reprimido pelo regime autoritário militar.
Gilberto Gil e Caetano Veloso foram exilados de seu país, indo para Londres.

por: Thais Goes